Protestos impedem a realização de fórum sobre reforma trabalhista na ALESC

Em virtude dos protestos do público que ocupava a galeria do Plenário Deputado Osni Régis, a Comissão Especial da Reforma Trabalhista da Câmara dos Deputados cancelou o Fórum Estadual sobre o Projeto de Lei (PL) 6.787/2016, que seria realizado na tarde desta segunda-feira (10), na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. A mesa de autoridades para o evento chegou a ser formada, mas vaias, gritos, palavras de ordem e apitos impediram que o coordenador do fórum, o deputado Celso Maldaner (PMDB/SC), iniciasse os trabalhos.




O evento foi convocado pela comissão que analisa a proposta de Reforma Trabalhista em tramitação na Câmara dos Deputados. O objetivo, conforme Maldaner, era ouvir as sugestões e críticas dos catarinenses ao projeto. O relator da reforma, deputado Rogério Marinho (PSDB/RN), deve apresentar seu parecer ainda nesta semana.

O público que acompanhava o fórum era formado por membros de centrais sindicais e sindicatos trabalhistas. Assim que a mesa começou a ser formada, tiveram início os protestos. Maldaner ainda aguardou por alguns minutos, mas, por causa do barulho intenso dentro do plenário, desculpou-se com as autoridades presentes e cancelou o evento.

Os responsáveis pelos protestos justificaram a atitude pela ausência de representantes dos trabalhadores na mesa de autoridades. Participavam da mesa membros da Justiça do Trabalho, Defensoria Pública Estadual e de entidades patronais como Fiesc, Fecomercio, Facisc, Faesc e Fetrancesc, além da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc) e do deputado federal Vitor Lippi (PSDB/SP).

“Lamento a falta de respeito de quem não quer debater esse assunto importante para os trabalhadores. Uma proposta que vai modernizar a legislação trabalhista, sem mexer em direitos trabalhistas, porque não está mexendo na Constituição Federal, e ainda valoriza os sindicatos ”, disse o deputado. “Infelizmente, nós queríamos levar as sugestões de Santa Catarina, mas parece que não há interesse e possibilidade de diálogo.”

“Essa mobilização é uma resposta a essa reforma e ao fato de que não temos nenhum representante da classe trabalhadora, dos assalariados brasileiros, nessa audiência”, explicou Altamiro Perdona, da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST). Já o deputado Celso Maldaner afirmou que os trabalhadores estavam representados na mesa pela Justiça do Trabalho. Mas a Assessoria de Comunicação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 12ª Região esclareceu que o desembargador Gracio Barbosa Petrone, presidente do tribunal, foi convidado para participar da mesa de autoridades na condição de integrante da justiça trabalhista e não como representante da classe trabalhadora.

Por Marcelo Espinoza (Agência AL)

Fonte: Agência AL

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